Numa entrevista ao Expresso, Vasco Gaspar, autor do livro “Mindfulness – Aqui e Agora”, define o ‘mindfulness’ como a capacidade que todos nós temos de estar presentes aqui e agora. Atentos ao que se passa dentro de nós – os nossos pensamentos, as nossas emoções, o nosso corpo – e àquilo que se passa ao nosso redor. E, a partir daí, acredita que emerge uma resposta mais alinhada com a realidade.

 

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Leia as doze dicas para praticar Mindfulness no dia-a-dia

 

1 – Comer consciente
Explorar cada refeição com todos os sentidos, focando toda a atenção no processo de comer em vez de no telemóvel, na televisão ou noutra distração.

 

2 – Caminhar consciente
Todos temos que nos movimentar. Podemos fazê-lo em piloto automático ou, pelo contrário, focar a nossa atenção no corpo, especialmente no contacto que os nossos pés fazem com o chão.

 

3 – Higiene consciente
Em vez de estarmos a tomar banho com “10 pessoas” (isto é, a pensar nas pessoas com quem vamos ter uma reunião a seguir), podemos procurar estar totalmente presentes na experiência, sentindo a água em contacto com a pele, o cheiro do champô, etc. O mesmo se aplica a lavar os dentes.

 

4 – Micropausas
Ao longo do dia, parar aleatoriamente tudo o que se está a fazer e seguir um ciclo de respiração completo. Simplesmente isso. O ar a entrar… o ar a sair.

 

5 – Email consciente
Enviamos muitos emails de forma pouco “mindful” e muitas vezes arrependemo-nos. Podemos escrever emails conscientes parando no final, respirando duas ou três vezes e lendo o email pondo-nos nos “sapatos” do outro. Só depois devemos enviar o email.

 

6 – Usar distratores a nosso favor
Podemos usar elementos do nosso dia-a-dia que normalmente nos distraem (ex. toque do telefone, som do email a cair, etc.), como lembretes para parar e respirar. Assim, em vez de atendermos imediatamente o telefone à primeira, podemos parar, respirar fundo uma ou duas vezes e só depois atender.

 

7 – Pausas forçadas
Por vezes somos forçados a parar no nosso dia-a-dia, seja num sinal vermelho no trânsito, seja numa fila do supermercado. Podemos usar essas oportunidades para fazer um “check-in” ao nosso corpo, notando como está ou repousando a nossa atenção na respiração.

 

8- Transportes conscientes
Experimentar conduzir com o rádio desligado, ouvindo os barulhos do mesmo e estando atento a toda a experiência. Se andar de transportes públicos poderá também usar esse espaço para meditar (mesmo de pé), focando a atenção no corpo (ex. tensão muscular, sensação de equilíbrio, respiração, etc.) ou no que o rodeia (ex. outras pessoas, paisagem, sons, cheiros…).

 

9 – Usar a mão não dominante
Uma boa forma de treinarmos a nossa presença é procurarmos fazer algumas atividades com a mão não dominante (ex. lavar os dentes, escrever, comer…). Dificilmente iremos estar em “piloto automático” nessa altura caso queiramos fazer bem a tarefa e podemos ter uma noção mais clara de tudo o que envolve a mesma (ex. músculos envolvidos, força necessária…).

 

10 – “Lei do menor esforço”
Por vezes colocamos mais força nas nossas tarefas do que é necessário (ex. escrever à mão, lavar a louça). O convite é procurar encontrar o ponto mínimo de força (física ou mental) que temos de empregar para que a tarefa fique bem feita (ou ainda melhor do que quando aplicamos muita força).

 

11 – Escuta consciente
Muitas vezes estamos a falar com alguém e em vez de a estarmos a ouvir estamos constantemente a interromper e a pensar no que vamos dizer a seguir. O convite é experimentar apenas ouvir. E não apenas os sons, mas tudo (postura corporal, emoções, tom de voz, ritmo, conteúdo…) sem interromper.

 

12 – Check-in às intenções
Por vezes tomamos atitudes sem refletir muito bem nas nossas intenções de base. A próxima vez que falar com alguém (seja para lhe dizer algo positivo ou negativo), verifique qual é a sua verdadeira intenção de base. É uma prática especialmente útil quando estamos zangados com alguém e lhe vamos dizer algo.

 

 

Fonte: http://expresso.sapo.pt/