Devemos sempre, ser muito cautelosos antes de escolher um terapeuta. Seja terapia de casal, terapia familiar, terapia vocacional ou apenas procura um terapeuta profissional como um psicólogo.

 

É conveniente que se faça uma análise, o mais detalhada possível, do seu percurso profissional, tempo de prática, se tem supervisão, se está inscrito em Associações ou Organizações do contexto profissional, se conhece alguém que já foi atendido pelo terapeuta, honestidade, etc. Não tenha problemas em contactar o terapeuta e colocar-lhe algumas questões que ache interessantes e pertinentes para si.

 

Não se iluda com terapeutas que fazem espectáculo na TV. Que têm páginas Web sofisticadas e cheias de informação. Por vezes, é tudo um engano! As coisas nem sempre são como aparentam.

 

Eu próprio já assisti na nossa televisão, a autênticos desastres deontológicos e éticos. Procedimentos errados e que comprovam o amadorismo e a falta de brio profissional. Tudo isto não dignifica em nada, a prática profissional e demonstra um total desrespeito para com as pessoas e a sua condição.

 

O que faz um bom Terapeuta?

Um bom terapeuta é aquele que cuida bem do seu paciente, que se interessa genuinamente por ele e pelo seu bem estar, não necessariamente o que tem mais estudos, ou o que domina mais teorias. Obviamente quem tem mais ferramentas, terá mais potencial, para tratar melhor o seu paciente. O amor ao que se faz e aos pacientes – esse, é o ingrediente que faz toda diferença. O bom terapeuta não dá o peixe , ensina a pescar. Um bom terapeuta não indica o caminho que o paciente deve percorrer, faz com que ele encontre o seu próprio caminho. Um bom terapeuta, percebe e respeita a diferença, não julga!

 

5 Dicas para  para escolher um bom Terapeuta

Em continuação, deixo 5 sugestões para a escolha de um terapeuta (além de um outro método que ainda poucas pessoas utilizam, o de experimentar vários terapeutas e escolher aquele com quem se sente melhor).

 

1 – A Recomendação

Ela pode vir de alguém ou de um amigo, que tenha tido resultados positivos para si e para sua condição. Mesmo assim, mantenha algum cepticismo. O que faz sentido para um paciente, pode não fazer para outro.

 

2 – O primeiro contato

Geralmente pelo telefone ou skype. É impressionante o que se pode aprender sobre alguém num telefonema: se ele é acolhedor; se é hostil; se é simpático ou não; se é pomposo ou simples; se você se sente confortável na conversa, ou constrangido; se está disponível ou “talvez, se abrir uma vaga, nos próximos meses”. Enfim, a minha sugestão é: só vá à consulta se você se sentir bem com ele ao telefone. Se existe algum desconforto, não vá!!! Para desconforto já basta a sua vida, você não precisa de pagar por ele!

 

3- Adaptabilidade

O terapeuta tem que se adaptar ao cliente e não o inverso. O terapeuta deve ser flexível o suficiente, para adaptar o seu discurso a qualquer pessoa, independentemente dos níveis académicos e socio-económicos. Se o Dr. Beltrano lhe disser alguma coisa que você não entenda, se falar de tal maneira complicado que você chegue a pensar que é burro(a), pode desistir: ele não serve para si.

 

4 – Contrato/acordo

Sinta-se confortável em discutir um contrato/acordo claro de tempos e números de sessão e de custos. Pergunte sobre pontualidades porque você tem mais o que fazer na vida, e continua sendo uma falta de respeito – em qualquer especialidade médica/terapêutica – fazer alguém esperar dentro da hora marcada. Woody Allen diz num dos seus filmes que não podia suicidar-se porque o seu terapeuta cobraria as sessões que ele faltasse.

 

5 – Genuinidade

Todas as pessoas têm sentimento, emoções e o terapeuta não é excepção. Prefira genuinidade, prefira uma pessoa que não se resume a “chorar” connosco, mas que também “ri” connosco e nos mostra a parte positiva. Alguém que só consegue ver unicamente o preto ou apenas o branco, negligenciando as restantes cores, certamente não será um bom terapeuta.

 

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Artigo produzido por Luis Coxo e Jorge Eloi.

Jorge Eloi– Psicólogo @ WeCareOn