“… the smallest thing can make the biggest difference…”.

É com toda a certeza das frases que mais ouvimos ao longo da nossa vida. É também das frases que mais vezes dizemos quando nos referimos aos “outros”. É também o tema central do mais recente livro de Alex Linley, um dos Psicólogos Positivos mais conhecidos no mundo da Psicologia Positiva.

Será que temos que ser bons em tudo o que fazemos? O que fazer quando existem coisas pelas quais não nos interessamos e até somos “fracos” a fazê-lo? Será que nos devemos focar em desenvolver as nossas fraquezas ou pelo contrário investir a nossa atenção naquilo que já fazemos (muito) bem de modo a que as fraquezas se tornem irrelevantes?

A Psicologia Positiva Aplicada veio mudar o foco da nossa atenção. Tão ou mais importante do que olharmos para as fraquezas é darmos especial atenção ao que já fazemos bem. Passaram-se anos, nas ciências humanas, a trabalhar os problemas que o indivíduo tinha, a tratá-los e no final do processo de tratamento assumia-se que o “paciente” estava curado e no máximo das suas potencialidades.

Ora a Psicologia Positiva veio contrariar esse paradigma. Deixar de ter problemas não significa estar bem. Levar uma pessoa do -5 ao ponto de equilíbrio não significa que esteja bem, orientado para os seus objetivos e feliz.

O que pode, tal como o livro de Alex Linley especifica, levar um indivíduo da média à excelência? Alex Linley e outros Psicólogos Positivos falam-nos no uso consciente dos nossos principais atributos, … as Forças Humanas.

Mas o que são as “Forças Humanas”?

Muitos pensam que falarmos de “forças humanas” nos referimos a atributos aos quais temos apetência e gosto para fazer… de facto é isso mesmo, mas essa é apenas parte da resposta certa e é também por isso que muitas pessoas desconhecem o poder que têm nelas próprias.

A outra parte da resposta diz-nos que “Forças” são capacidades pré-existentes de comportamentos, pensamentos ou sentimentos que são autênticos e que dão energia ao seu utilizador de modo a que projetem o ser humano para o seu funcionamento ótimo, desenvolvimento e performance.

O que me faz levantar da cama todos os dias? O que me faz ter o tal brilho nos olhos de missão cumprida? O que me faz ser autêntico e estar na plenitude das minhas capacidades.

Conhecem aquele sentimento que temos quando dizemos para nós próprios “… foi para isto que eu nasci…”. Quando assim é estamos no máximo das nossas forças.

Então o que nos pode levar da média à excelência?

Claramente e de um modo muito consciente termos noção do que somos bons a fazer e do que verdadeiramente nos dá energia para o fazer, ou seja, ter noção de quais as nossas forças humanas que nos podem projetar para outro nível de resultados e de autenticidade.

Seja em contextos de lideranças de equipas, contextos comerciais, transição de carreira/vida e empreendedorismo, o claro uso das nossas forças para alcançarmos os resultados pretendidos e com isto aumentarmos os nossos índices de Felicidade. Mas o segredo das Forças não está só em utilizá-las quando bem entendermos. Está sim, como refere Alex Linley no seu livro, no conceito de Golden Mean, ou seja, “a força certa, na dose certa, no modo certo e no tempo apropriado”

Exemplos de forças humanas são a Gratidão, Liderança, Honestidade, Coragem, Apreciação de Beleza, Amor, Inteligência Social, Feedback, Criatividade, Curiosidade entre muitos outros.

Olhemos para as “Forças Humanas” como uma caixa de ferramentas que temos sempre ao nosso lado e que ao olharmos para o desafio que nos é colocado vermos qual a que melhor se adequa à situação de modo a que depois de usada a pessoa se sinta mais FORTE, realizada, feliz, maior autoestima.

Para que de uma vez por todas coloquemos de lado o que Alex Linley chama de “o caminho da mediocridade” olhemos para nós próprios de um modo diferente e deste modo libertarmos todo o potencial que temos à nossa disposição e como consequência disto mesmo encontrarmos o nosso “brilho nos olhos”.

O uso e maior consciência das “Forças Humanas” é como diz o autor “… the smallest thing can make the biggest difference…”

Perante esta exposição pergunto-lhe, tal como o autor do livro faz, “para quando passar da média à excelência na sua vida?”

Ao treinarmos as “Forças Humanas” ficamos mais Fortes e nos diferentes contextos onde possamos estar a operar, educação, liderança, transição de carreira, empreendedorismo ser “Forte” implica treino, implica ter noção do que pode mudar.

Consegue mudar sozinho? Para perceber melhor como potenciar as suas “Forças Humanas” e com isto descobrir o potencial que tem dentro de si contacte já um Coach Especialista em Treino de Forças.

Luís Granja – Life & Executive Coach @WeCareOn