Este é um tema que nos é sempre muito caro.

Mexe com o nosso imaginário, as nossas expectativas e o desejo de alcançar “um ponto” mais além, do actual, para assim garantir, um lugar, “tranquilo”, sereno e abundante, na vida.

Constantemente perguntam-me.
– E agora, que faço?

Quando me colocam esta questão procuro ter sempre em conta, dois factores.
1. O que a pessoa “quer” ouvir”.
2. O que a pessoa “precisa” ouvir.

E assim, devolvo com outra questão. – O que quer? Que resultado pretende?

Regra geral, no desenvolver desta resposta vem todo o tipo de “necessidades”…Raras vezes, vem o que precisa, verdadeiramente. Quando assim é, tenho «campo» para trabalhar pois a pessoa está pronta para avançar. No 1º caso, ainda há muito por desbravar, até lá chegar.

No trabalho em Constelação, sucede exactamente o mesmo.Nunca surge o que a pessoa quer, ver.
O seu imaginário fantasioso está repleto de ideais, a necessidade da varinha mágica é por demais evidente e o que surge deita por terra qualquer ideal. O que surge, é, uma realidade interna que não se quer ver, nem escutar.

No entanto, é ela que empurra, para os Objectivos, Propósitos e Destino de Vida. Quando descobrimos o que aí está, podemos começar a viver uma vida nova, diferente, harmoniosa. Passamos para outro patamar de compreensão da vida e do que nos rodeia.Os vários sistemas em que estamos integrados adquirem novas matizes e fazem um alinhamento coerente e harmónico.

Contudo, só isso não chega.

É depois necessário fazer toda uma adaptação a esta nova realidade em que o “interior e o exterior” se unem numa nova fragrância.Este é o ponto sensível.Pois para isso, é necessário largar o velho e adoptar o que agora surge e irrompe de nós e para nós com uma força avassaladora.

Quando assim se dá, compreendemos o nosso papel, o nosso lugar e a importância que temos no todo. Para isso, no entanto, é necessário impregnar-mo-nos deste novo estar e sentir a vida.

Olhar, o trabalhar para pagar contas e o desamor constante, como um fait-diver sob o qual se dança sem “saber nem sabor”. Quando adoptamos a visão interna do nosso sistema pessoal e a vivemos em cada momento, não somos só nós que mudamos. O mundo à nossa volta também muda, ou parece querer mudar, connosco.

Neste novo alinhamento, harmónico, a Vida flui. A Vida. Não a morte.E passamos a experimentar uma nova energia que brota de nós, sem necessidade de estimulantes ou experiências extremas para nos sentirmos, Vivos. É como conduzir um carro a 300km/h no meio do trânsito sem tocar ou promover acidentes. Neste novo alinhamento, o que está moribundo renasce ou fenece de vez.

A atração dá-se a níveis diferentes, pois tudo o que tinha a haver com, o antes, ou muda e nos acompanha, ou fica. Definitivamente. Tudo tem um tempo. E no seu tempo, tudo acaba mesmo por mudar.A diferença é se mudamos no tempo certo, ou resistimos e acabamos por ter de mudar, por força das circunstâncias. Os acidentes, as doenças e as relações, são verdadeiros sintomas desse estado de “percepção”.

A questão, nunca é, se mudamos ou não. Mas se o fazemos a bem, ou a mal. Beneficiando ou prejudicando, a nossa e a vida dos que amamos e nos rodeiam. No trabalho, na família e em sociedade, o efeito é de dominó. E é tudo, sempre, uma questão de tempo.

O tempo, até que o tempo, se cumpra. Tal como a chegada das chuvas anuncia o Inverno e os dias de Sol o Verão.

Alinhados com a Natureza, fluímos.
Desalinhados…
… bom, já sabem o resultado.

Luís Viegas Moreira – Coach @ WeCareOn
Constelador e Consultor de Voz e Comunicação Sistémica Fenomenológica