Todas as emoções são, em essência, impulsos para uma ação imediata. A própria raiz da palavra emoção origina do latim movere — “mover” — acrescida do prefixo “e-”, que denota “afastar-se”, o que indica que em qualquer emoção está implícita uma propensão para uma ação imediata. Todos os dias, a nossa mente e o nosso corpo passam por diversas emoções que desempenham uma função específica.

A Resposta do Corpo

Através de vários estudos realizados, foi possível apurar que, diferentes tipos de emoções preparam o corpo para diferentes tipos de resposta:

Na raiva:

-O sangue flui para as mãos, tornando mais fácil atacar um possível inimigo; os batimentos cardíacos aceleram devido à libertação de adrenalina, entre outros, gera uma pulsação, energia suficientemente forte para uma atuação vigorosa.

No medo:

-O sangue corre para os músculos do esqueleto, como os das pernas, facilitando a fuga; ao mesmo tempo, o corpo imobiliza, ainda que por um breve instante, talvez para permitir que a pessoa considere a possibilidade de, em vez de agir, fugir ou esconder-se. O corpo liberta adrenalina que põe o corpo em alerta geral. A atenção fixa na ameaça, para calcular a resposta a ser dada.

Na surpresa:

-O erguer das sobrancelhas, proporciona uma aptidão visual mais ampla. Consequentemente, esta ação permite que obtenhamos mais informação sobre um acontecimento que é inesperado.

No “nojo” ou repugnância:

-O corpo envia a mensagem de que alguma coisa desagradou o paladar ou o olfato (literalmente ou metaforicamente). A expressão facial de repugnância — o lábio superior para o lado e o nariz enrugando ligeiramente para cima — sugere uma tentativa de tapar as narinas para evitar um odor desagradável ou cuspir, por exemplo, uma comida estragada.

A tristeza:

-Consiste no ajustamento do corpo a uma grande perda, como a morte de alguém ou uma deceção significativa. A tristeza acarreta uma perda de energia e de entusiasmo pelas atividades quotidianas e prazerosas. Na tristeza a velocidade metabólica do corpo fica reduzida. Este abrandamento cria a oportunidade para que seja lamentada a perda ou frustração. Por este motivo, devemos prestar atenção aos sinais que o nosso corpo nos dá, especialmente, quando estamos com dificuldade em perceber o que sentimos. Quando sentimos, por exemplo, medo ou raiva, nem sempre, significa que estamos em perigo iminente, contudo, sinaliza que algo que nos está a causar mal-estar e impulsiona que seja tomada uma ação.

Gestão emocional

Portanto, termino, por sugerir que, quando sentir dificuldades em perceber o que sente, experimente “ouvir” o seu corpo e procure perceber o que ele lhe está a transmitir. Posteriormente, monitorize e aponte os seus pensamentos que podem estar a ativar uma resposta emocional que desencadeia uma resposta fisiológica.

A gestão emocional é um skill a aprender e a praticar todos os dias.

Se quer saber mais e ter mais ferramentas para lidar com os seus sentimentos e emoções, estou por aqui.

 

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Catarina Mota –  Psicóloga Clínica @ WeCareOn