Estamos a viver um periodo de pandemia e confinamento. Durante o qual estamos impedidos de sair de casa, só o fazendo por motivos de força maior: ir à farmácia, supermercado e trabalhar, aquelas profissões que não estão em teletrabalho.

 

Durante os primeiros dias, aproveitou-se para descansar, pelo menos para quem não está em teletrabalho.

 

Mas chega-se a um ponto, que já não se sabe o que mais podemos fazer, sempre as mesmas pessoas entre as mesmas quatro paredes e muitas vezes começamos a questionarmo-nos sobre situações que não nos passariam pela cabeça, se estivéssemos a trabalhar. E depois surgem as discussões, uma família no mesmo espaço por um período de tempo, nem que seja curto, começam a existir atritos. E parece que o confinamento está para durar.

 

Neste artigo vou começar por falar um pouco sobre o COVID-19, sintomas e o que podemos fazer para nos proteger contra o vírus. E numa segunda parte o que podem fazer as famílias para ajudar os idosos a lidar com o confinamento.

 

O que é o COVID 19?

 

O COVID 19 é o nome atribuído pela Organização Mundial de Saúde, à doença provocada pelo coronavírus SARS-COV-2, que pode levar a uma infeção respiratória grave como a pneumonia. Foi identificado pela primeira vez na cidade chinesa de Wuhan, província de Hubei, no final de 2019, tendo sido confirmados casos em outros países.

 

Mas especificamente o que é o coronavírus?

O coronavírus é um conjunto de vírus que podem causar infeções. Estas infeções estão associadas ao sistema respiratório, podendo ser parecidas com uma gripe comum e evoluir para uma pneumonia.

 

O que distingue o coronavírus de uma gripe ou de uma constipação?

Na verdade, o coronavírus pode ter sintomas comuns a uma gripe ou constipação, o que o distingue é a presença de febre acima dos 38ºC, tosse e falta de ar. Em casos mais graves pode surgir dor de garganta, corrimento nasal, dores de cabeça, dores musculares e fadiga. Nos casos mais graves pode conduzir a insuficiência respiratória aguda, falência renal e de outros órgãos e eventualmente a morte.

 

Qual é o período de contágio?

O período de contágio é de 14 dias, tempo que decorre entre a exposição ao vírus e o aparecimento dos sintomas.

E para prevenir o que posso fazer?

Para prevenir existem várias medidas que pode tomar:

  •  Uso de máscaras em locais fechados;
  •  Lavar bem as mãos, cerca de 20 segundos (o tempo que demora a cantar os parabéns)
  •  Desinfetar as mãos e as superfícies com álcool, de forma a evitar a propagação do vírus.

 

Caso apresente alguns dos sinais e sintomas deve contactar o Sistema Nacional de Saúde através da linha Saúde 24.

 

Quem tem mais probabilidade de contrair o vírus?

 

Populações com idade igual ou superior a 65 anos e com outras patologias, pessoas que sofram de infeções respiratórias graves.

 

O que podem fazer as famílias para ajudar os idosos a lidar com esta fase de confinamento?

A população mundial está a envelhecer. A melhoria das condições de vida, os avanços tecnológicos e médicos faz com que a população viva até mais tarde. Em Portugal, cerca de 26.6% da população tem mais de 65 anos, estando previsto que esse valor seja de 40% em 2050.

 

Os idosos estão mais propensos a apanhar o vírus porque apresentam um sistema imunitário mais fragilizado, principalmente os que sofrem de diabetes, hipertensão e insuficiência cardíaca.

 

Uma das primeiras tarefas é explicar aos idosos a importância de ficar em casa, em confinamento, sendo este grupo etário considerado população de risco para contrair a doença. E que durante este período não poderão ter contacto social, nem proximidade como tinham dantes.

 

Os idosos devem evitar os contactos com familiares e resistir à tentação de sair de casa, para ir ao mercado ou ao café. Também é muito importante manter uma boa hidratação e uma alimentação variada. Alguns idosos vivem em lares, porque a família, devido à atividade profissional, não consegue garantir o suporte que estes necessitam.

 

Durante este período de confinamento, o idoso poderá sentir-se abandonado pela família e não compreender a razão de não o irem visitar como dantes. É muito importante manter o contacto com os idosos, usando o telefone e as novas tecnologias para que os pais possam ver os filhos e matar as saudades.

 

No caso dos idosos autónomos é primordial manter a saúde física e mental. Existem novas formas de fazer exercício através de vídeos na internet. Podem até fazê-lo em conjunto com outros familiares e amigos de forma a manter o contacto com familiares e preservar as amizades.

 

Bárbara Cerqueira – Psicóloga Clínica WeCareOn

 

 

 

 

Fonte: https://www.sns24.gov.pt/tema/doencas-infecciosas/covid-19/#sec-0