É muito frequente ouvirmos expressões como “Se tiver algum problema, tenho amigos que me ouvem”; “Às vezes tenho que ser psicólogo no meu trabalho” ou ainda “Sou psicólogo de mim mesmo”.

No entanto, a maioria das pessoas não tem conhecimento suficiente para poder avaliar, planificar e intervir, tal como deverá ser feito aquando de uma intervenção psicoterapêutica, nem as funções do psicólogo se esgotam no ouvir.

 

Posso fazer uma analogia com quando vamos buscar umas análises clínicas ao analista. Podemos abrir o envelope, tentar perceber se os valores se encontram no intervalo da normalidade, mas na maioria das vezes não sabemos o significado de cada marcador ou a que se deve o facto de estar alterado ou ainda como intervir nessa mesma alteração.

 

É importante perceber a diferença entre uma conversa com um amigo e uma consulta com um profissional com carácter terapêutico. Em relação ao primeiro caso, e sem qualquer desprimor, é frequente os amigos ouvirem, darem a sua opinião e até conselhos sobre aquilo que acham que se deve fazer em determinada situação.

 

No segundo caso, para além de se tratar de um profissional que tem conhecimentos para avaliar não só a pessoa em si, mas todos os aspectos ligados à problemática, está obrigado à confidencialidade e encontra-se munido de um conjunto de ferramentas, seleccionando as que melhor se adaptam ao seu caso específico para que o seu problema seja resolvido tendo em conta um conjunto de variáveis.

 

A intervenção psicoterapêutica visa, não só a resolução de um problema e melhoria emocional significativa, mas um crescimento pessoal e descoberta de si mesmo voltado para o futuro, sendo por essa razão um grande investimento.

 

Para além do mais trata-se de um profissional devidamente regulado para exercer as suas funções, pelo que estará registado na Ordem dos Psicólogos Portugueses, assegurando deste modo os direitos do cliente que o procura. Igualmente, e dependendo da abordagem que utilize, deverá ser formado e reconhecido para a utilização dessa mesma abordagem.

 

Em qualquer dos casos, é você quem decide o que é melhor para si!

 

 

Por Suzana Guedes – Psicóloga @ WeCareOn