Alguns de nós já ouviramos falar, vimos ou mesmo respondemos a uma prova projetiva.  As provas projetivas são conhecidas pelas suas formas curiosas, e por vezes parecem estar envoltas em algum “mistério”. Num misto de curiosidade e receio, como se quem as aplica ou interpreta pudesse adquirir a possibilidade de conhecer aspetos muitos pessoais da pessoa que diz “o que é que vê ali”, o que nem sempre é verdade.

 

O que são provas projetivas

As provas projetivas são de facto constituídas por imagens – por vezes estruturadas e “reconhecíveis” através de elementos da realidade. Outras vezes por manchas sem um sentido imediato.

 

As pessoas são então convidadas a falar sobre o que ali vêm, sendo que nalguns casos também pode ser pedido que se conte uma história. Não existem respostas certas nem erradas, porque na realidade também não existem pessoas certas nem erradas.

 

Certamente que nos protocolos de resposta, encontramos pontos mais e menos saudáveis (do ponto de vista mental) do sujeito avaliado, assim como acontece em consulta ou mesmo no dia a dia. Apesar disso, as provas projetivas permitem aos profissionais confirmarem ou não hipóteses diagnósticas e esclarecer dúvidas.

Uma prova projetiva, assim como qualquer teste de avaliação psicológica, não constituem um diagnóstico fechado em si. E não dispensam a construção da história clínica e o estabelecimento prévio de uma relação com quem vai responder. Até porque em última análise, as respostas são influenciadas pela relação que sem tem com o técnico que a aplica.

 

Para que servem as provas projetivas

Nestas provas, o conteúdo das respostas é analisado, mas também a sua forma é importante. Ou seja, não só apenas o que a pessoa diz, mas a forma como o diz. Os pormenores da imagem que inclui ou não na construção da sua resposta, a dimensão e organização do seu relato. As provas projetivas têm portanto parâmetros próprios de análise, embora também a sua análise esteja dependente de uma boa intuição clínica e domínio da técnica e da teoria por trás da mesma.

 

Por outro lado, as imagens remetem para conteúdos distintos, e que geralmente se ligam às angústias básicas de todo o ser humano. E que decorrem do desenvolvimento emocional “normal”. A ideia é perceber de que recursos dispõe a pessoa para lidar com cada uma dessas problemáticas. E por isso, uma resposta considerada “ajustada” para uma imagem, pode não o ser para outra. Existem imagens que são mesmo caóticas, e que aquilo que pode ser considerado mais “saudável” é de facto que esse caos seja reconhecido e verbalizado.

 

Para que servem as provas projetivas

 

Deste modo, parte-se do pressuposto teórico de que ao responder a uma prova projetiva, a pessoa está a projetar – daí – uma parte da sua personalidade numa imagem, e que, com recurso a determinados conhecimento e técnicas, se pode então ter acesso a essa parte da personalidade.

 

Importa ainda referir que uma resposta a um cartão/imagem, não tem qualquer valor diagnóstico por si só. E que é o conjunto do protocolo de respostas (e de outros elementos) que irá providenciar o material clínico necessário.

 

Estas provas podem apenas ser aplicadas por profissionais com formação e treino. E as respostas são sempre confidenciais, não podendo ser reproduzidas para outras pessoas que não o paciente e o técnico.

 

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