Porque não me sinto feliz? Como melhorar a relação? Como sei que esta é a relação de que preciso? Onde teremos falhado? A Terapia de Casal pode ser uma opção? Resulta? Como funciona? Quando procurar? Teremos salvação? Será que gostar é suficiente?

 

Estas são algumas das muitas perguntas que surgem associadas a um relacionamento e que importa responder.

 

Uma relação, seja de que tipo for, é uma construção em constante progresso. O que quer dizer que, é preciso investir, cuidar e mimar ao longo do tempo, respeitando e aceitando as diferentes fases a que esta está sujeita.

 

Um dos aspectos que muito se ouve falar para que uma relação resulte e se traduza em felicidade e bem estar é a necessidade de haver espaço do casal, bem como, tempo e espaço individual para cada elemento certo?

 

Em primeiro lugar, as relações não têm regras e/ou medidas mais certas de que outras.

 

Cada relação é uma relação e por isso, é única e especial. Ainda assim é quase impossível falar de relacionamentos sem tocar em assuntos como: ciúmes, dificuldades conjugais, sexualidade, separação e/ou divórcio.

 

De acordo com um estudo da fundação Francisco Manuel dos Santos (pordata), Portugal é o país da Europa com maior número de divórcios. Indicando que por cada 100 casamentos há 70 divórcios, sendo estes dados referentes a casamentos do passado e divórcios do presente.

 

Sabe-se ainda que o divórcio é sazonal e com isso, os números aumentam significativamente em dois períodos, sendo o primeiro entre os meses de Janeiro e Março e o segundo, entre Julho e Agosto.

 

A verdade é que estamos a falar de duas alturas distintas mas que têm aspectos em comum, nomeadamente o facto de ambas serem épocas de balanço seja pelo início de um novo ano ou, pelo fim das férias de verão tipicamente associadas ao conceito de família e, onde muitos casais tentam dar a volta a uma relação que não tem tido um balanço positivo sem sucesso.

 

Estas são alturas, especialmente as férias de verão em que os casais convivem mais tempo, tentado com isso, melhorar alguns aspectos da sua relação. No entanto, por estarem de férias em família e ao passar muito mais tempo do que o normal juntos, evidenciam-se também alguns conflitos e/ou quezílias, formas de estar e pensar divergentes que faz com que exista maior números de discussões e/ou discórdias.

 

 

Dicas para um relacionamento feliz

 

1 – Respeitar a história de cada um.

 

Todos nós temos um passado, uma história. Crescemos numa determinada família, regida por normas, regras e valores próprios que aceitamos como nossos. Na convivência com o outro vamos encontrado semelhanças e pontos divergentes que nos obrigam a reestruturar e com isso, criar um novo modelo. Este trabalho conjunto, leva tempo sendo preciso dedicação, vontade, paciência e respeito.

 

2 – Ser simpático, carismático e empático.

O início de uma relação é sustentado nestas três características importantes e que por vezes ao longo da relação vamos descurando. É preciso que estejamos disponíveis para ouvir e compreender com o coração antes de julgar, e quando não estamos é importante que o outro compreenda isso também. Ou seja, uma relação é um trabalho de equipa onde é preciso reconhecer e compreender as necessidades do outro.

 

3 – Eliminar a ideia de “100% razão”.

Muitos casais ficam presos na ideia “eu tenho sempre razão” e/ou “ele/a nunca me dá razão”, o que por vezes faz escalar uma conversa para uma discussão. É impossível ter-se 100% de razão, especialmente no que toca a relações e há que estar ciente disso mesmo. Muitas vezes (para não dizer a maioria) o que se está a discutir não é um episódio e/ou situação em si mas sim, sentimentos e emoções associadas. Mais importante do que questionar “porque fizeste isto” é perguntar “como é que isto te fez sentir”.

 

4 – Eliminar o fenómeno “bateu-levou”.

Isto acontece quando entendemos tudo como uma crítica, quando nos sentimos atacados e por isso tendemos a contra atacar. Às tantas o foco da discussão perdeu-se e o objectivo é ver quem magoa mais. Assim, torna-se fundamental criar um espaço de comunicação seguro cujo objectivo é o de resolver e não o de magoar.

 

5 – Dividir sonhos, conquistas, sucessos e desilusões.

A partilha nos casamentos é fundamental para que se crie proximidade. Partilhe os seus sonhos e as suas preocupações, sem medo do julgamento ou da crítica;

 

Dica de ouro

 

6 – Ninguém muda ninguém.

Muitas vezes ouvimos “ele/a tem imensas coisas que me agradam, só há ali uma coisinha que não gosto muito mas isso depois eu resolvo”. A ideia de que podemos mudar o outro não passa disso mesmo, uma ideia. A verdade é que ninguém muda ninguém se o outro não quiser mudar e é importante termos consciência disso mesmo. Haverá sempre alguma coisa que o outro tem que nos desagrada, mas que se queremos que a relação seja saudável e cresça temos também de aprender a aceitar e lidar com isso. O outro nunca será perfeito, terá características que nos fazem apaixonar e outras que não gostamos mas que aprendemos e construímos ferramentas saudáveis para saber lidar.

 

Terapia de Casal

 

Apesar de se falar várias vezes em regras e/ou dicas para que as coisas funcionem, a verdade é que as relações não são fáceis e passam por processos de mudança e desequilíbrios.

 

Muitas vezes surgem desafios que precisam de ser ultrapassados mas, que o casal não consegue dar a volta com as ferramentas que dispõe. Nessa altura a terapia para casais apresenta-se como uma solução sob forma de, reacender a paixão, desenvolver estratégias de coping, melhorar a comunicação, ultrapassar mudanças decorrentes da vida (ex: casamento, filhos, oportunidades de trabalho no estrangeiro, situações de desemprego, doença, dificuldades financeiras, entre outras), auxiliar na gestão de conflitos e/ou enfrentar situações de crise como a infidelidade, ciúmes excessivos e/ou problemas na intimidade.

benefícios da terapia de casal

 

Apesar de por vezes, as consultas de terapia de casal serem uma opção já em estado de conflito avançado e onde a comunicação saudável já se esgotou, ou seja, em caso de ruptura iminente (separação), estas podem ser feitas em qualquer altura da relação em que ambos sintam que é preciso melhorar ou trabalhar sobre algum ponto.

 

Alguns estudos sobre infidelidade e traição, como de Huffington Post apontam que 56% dos homem que traem a sua companheira consideram-se felizes na relação, 32% das mulheres pretendem obter a confirmação e/ou validação externa que ainda são desejáveis, 48% dos homem por quererem mais sexo e 35% das mulheres pela necessidade e/ou desejo de apimentar a sua vida.

 

 

Como funcionam as consultas de Terapia de Casal? Para quem?

 

A terapia de casal deve ser uma decisão reflectida e acordada entre os dois elementos ao identificarem pontos de divergência e conflito.

 

Hoje em dia, as opções são várias e temos já à disposição consultas presenciais e/ou online, sendo a última cada vez mais uma solução para casais que têm filhos e ou incompatibilidade de horários.

 

As consultas de terapia de casal, contrariamente às consultas de Psicologia individuais trabalham sobre um ponto específico, a relação. Assim sendo, todas as pessoas que dispõem de uma relação entre si (casados, unidos de facto e/ou namorados) podem e devem recorrer a esta especialidade em caso de necessidade.

 

Como funcionam as consultas de terapia de casal

 

 

 

 

Benefícios da Terapia de Casal

 

  • Identificação de problemas existentes;
  • Melhorar a comunicação tornando-a mais assertiva;
  • Trabalhar sobre questões de afectividade e dependência emocional;
  • Auxilio em processos de mudança;
  • Desenvolver a capacidade de reconstrução;
  • Trabalha sobre a diferença e aceitação;
  • Ajudar a dar sentido ao futuro e felicidade;
  • Identificar pontos stressores;
  • Trabalhar sobre o apego saudável;
  • Auxiliar no processo de gestão parental;
  • Auxilio no processo de auto conhecimento (personalidade de cada elemento);
  • Negociação e equilíbrio das diferenças individuais;
  • Desenvolvimento de ferramentas e estratégias para resoluções mais rápidas;
  • Auxilia na compreensão acerca das necessidades individuais;
  • Reduzir frequência de discussões não saudáveis (desgastantes);
  • Auxilio na necessidade de fugir à rotina;
  • Criar maior proximidade e fortalecer compromissos;
  • Resgatar o interesse e/ou paixão um pelo outro;
  • Superar momentos de infidelidade;
  • Melhorar a vida sexual;
  • Alterar e/ou adaptar padrões de comportamento que potenciam discussões;
  • Melhorar a qualidade geral e satisfação do relacionamento.

 

Expectativas

opiniões consultas terapia de casal

Quando um casal recorre à terapia de casal, geralmente fá-lo numa situação em que a palavra “separação” surge em cima da mesa.

 

Claro que, isto trás um peso acrescido ao processo nomeadamente ao nível das expectativas uma vez que, esta é muitas vezes vista como a última oportunidade, o momento da decisão final, entre outros.

 

Muitas vezes a comunicação já não existe e a que existe está cheia de ruído, ou seja de criticas, recriminações, insinuações e em casos mais extremos, de palavras duras que provocam mágoa e frustração.

 

A terapia de casal só resulta quando os dois elementos do casal estão envolvidos e disponíveis para o processo. Para falar sobre os seus problemas, sobre as suas dificuldades e são capazes de reconhecer falhas individuais e de casal, sob vista à mudança.

 

Por norma quando um casal avança para este modelo psicoterapêutico, trás consigo expectativas e a necessidade de mudança rápida colocando o foco no terapeuta, exigindo resultados rápidos e satisfatórios.

 

O terapeuta têm de facto um papel acrescido, uma vez que precisa de compreender não só a dinâmica do casal mas também factores individuais. Este deve ser um trabalho de equipa, que exige dedicação, disponibilidade e envolvimento. Quando isto acontece e os dois elementos do casal querem trabalhar para o mesmo objectivo, então a terapia de casal resulta e traduz-se num processo de aprendizagem e adaptação. Promovendo assim equilíbrio e bem estar na relação.

 

Testemunhos e opinião de terapia de casal

 

(Nomes fictícios, política de confidencialidade)

 

“Quando procuramos a terapia de casal não sabíamos bem o que esperar, queríamos mudar algumas coisas da nossa relação que não estava a resultar. Sabíamos que gostávamos muito um do outro, mas não tínhamos a certeza se seria suficiente para avançar. Éramos muito diferentes e isso foi ficando mais evidente com o passar do tempo. A terapia ajudou-nos a perceber as nossas diferenças, a adaptarmo-nos melhor um ao outro e principalmente a aceitamo-nos. Depois do processo casámos e tivemos um filho. Nem tudo é fácil, mas agora estamos mais preparados para lidar com os desafios que temos. Obrigada”

(Mariana, 36 Anos)

 

 

Depois de 15 anos de casamento as coisas já não funcionavam, as nossas discussões eram constantes e a relação tornou-se tóxica. Falámos em terapia de casal como a última tentativa. O processo foi difícil mas hoje reconheço que as coisas ficaram melhor. Ainda estamos a trabalhar sobre os nossos conflitos, mas aprendemos a comunicar de forma saudável em vez de nos atacarmos constantemente. Percebemos que afinal ainda gostamos um do outro”

(João, 44 anos)

 

 

A nossa relação nunca foi fácil. Gostamos muito um do outro mas ele dizia que não conseguia assumir a nossa relação à família por medo de preconceitos e vergonha. Eu estava bem resolvido quanto à minha sexualidade mas achei que ele não o que nos fez discutir várias vezes e pensar em terminar. A terapia de casal ajudou-nos a perceber que éramos diferentes, que estávamos em fases diferentes e a lidar melhor com coisas externas que nos afectavam. Sem dúvida que foi a melhor solução. Obrigado”

(Diniz, 23 anos)

 

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Raquel Ferreira – Psicóloga WeCareOn