Psicóloga Clínica dá conselhos aos pais sobre o perigoso jogo da “Baleia Azul”

conselhos para pais e filhos sobre jogo da “Baleia azul”

O “jogo” começou na Rússia, passou para o Brasil e já chegou a Portugal. Atualmente, a maioria das notícias chegam do Brasil e da Rússia, onde já foram detetadas duas vítimas mortais.

Também em Portugal, uma jovem de 18 anos saltou de um viaduto, no Algarve, e foi encontrada com vários ferimentos. 

A psicóloga clínica, especialista em Psicologia do Adolescente, que já teve dois casos de jovens, que a consultaram nas últimas duas semanas, deixa alguns conselhos aos pais e ajuda a identificar sinais.

De acordo com a especialista, a ausência e falta de proximidade parental pode abrir um espaço para este tipo de fenómenos, pelo que é fundamental que os pais estejam especialmente atentos aos sinais. O adolescente, sendo vulnerável, tem curiosidade pela novidade e pela descoberta e, muitas vezes, não é fácil detetar. O jogo da “Baleia Azul” concretiza-se numa predisposição de uma geração cada vez mais virtual e com tendência para se isolar.

 

 

Como identificar as mudanças provocadas pelo jogo jogo da “Baleia Azul”?

– Isolamento, afastamento da família e dos amigos;

– Perda do interesse nas atividades que costumava fazer;

– Perda do interesse nas pessoas;

– Mudanças nos hábitos de sono (insónias ou dormir mais do que o habitual);

– Mudanças nos hábitos alimentares;

– Irritabilidade, crises de raiva;

Recusar-se a ir à escola;

– Comportamentos autodestrutivos, como a automutilação e exposição a situações de risco

Bulliyng;

– Publicar imagens de baixa-autoestima nas redes sociais;

– Interesse anormal por filmes de terror;

– Preocupação com a temática da morte e violência.

 

 

Sugestões  para os pais

1-      Estar atento aos comportamentos do seu filho e explicar os perigos associados a estes jogos virtuais a que estão sujeitos, criando um clima de confiança, abertura e disponibilidade.

2-      Caso detete alguma mudança de comportamento, como a ansiedade, o medo, o isolamento, ter pesadelos, esconder o telemóvel, cansaço, andar sempre de mangas compridas, entre outros, fale abertamente com o seu filho e mostre-lhe que, pode e deve contar e confiar em si.

3-      Tente perceber junto do seu filho se já ouviu falar no jogo, ou se tem algum conhecimento acerca do mesmo. Em caso afirmativo, sensibilize-o quanto à importância de relatar todas as suspeitas, nomeadamente se receber alguma mensagem, ou souber de alguém que a tenha recebido.

 

 

Se precisar de ajuda, marque a sua sessão com um dos nossos psicólogos.

 

Bárbara Dias – Psicóloga e Coach de Adolescentes @WeCareOn

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