A Felicidade dos mais pequenos cabe na Palma da Mão!

exemplo de como brincar é importante para o desenvolvimento da criança, principalmente nas fases de desenvolvimento infantil

A infância é o período de desenvolvimento do ser humano em que ocorrem as mudanças mais rápidas e mais importantes. Durante a fase do desenvolvimento infantil formam-se os primeiros laços de afecto. Emergem também as características pessoais e acontecem os primeiros contactos da criança com a sociedade. Onde vai conhecer e experimentar os valores e as normas de integração.

 

Perante o crescimento dos filhos, os pais são confrontados com diferentes situações. A maior parte das quais são próprias do desenvolvimento da criança.

 

Como Educar?

Permitindo tudo?

Castigando?

Conversando?

Como fazer com que o meu filho cresça feliz?

 

Não existe uma receita, no entanto alguns factores são importantes para que o desenvolvimento da criança decorra de forma saudável!

 

 

Factores do desenvolvimento da criança

 

Segurança

 

Começando pela SEGURANÇA, tanto física como emocional.

 

A segurança desempenha um papel fundamental no bem-estar psicológico da criança. É na família que fazemos as primeiras aprendizagens. Daí que a qualidade da relação com os pais se vá reflectir nas relações interpessoais ao longo da vida.

 

A vinculação remete para a ligação emocional que une a criança à figura de vinculação e que faz com que aquela procure essa pessoa em particular. Designadamente em busca de segurança, conforto, cuidados físicos e psicológicos.

 

Só se a criança tiver esta “base segura” é que vai ser capaz de explorar o meio ambiente e criar laços seguros com os pares. Para isto, é necessário que o cuidador se mostre disponível e responsivo, e, desde muito cedo, as crianças compreendem o estado emocional do cuidador.

 

Uma experiência realizada em 1978 com crianças entre os 3 e os 6 meses concluiu que perante a não responsividade da mãe, estas crianças diminuem o número de interacções positivas. Aumentando assim o número de respostas negativas! Portanto, sempre que os Pais regressam a casa, cansados, frustrados, com os seus problemas (sejam eles no trabalho, nas relações pessoais, dentro do casal), a criança apercebe-se de que algo não está bem, e isso afecta-a negativamente.

 

 

Regras e Limites

 

Outro factor fundamental no desenvolvimento sócio-emocional da criança, é o estabelecimento de REGRAS E LIMITES.

 

Aqui o papel dos pais é fundamental, pois as regras devem ser consistentes. Os pais devem falar sempre a uma só voz e mostrar-se disponíveis para ensinar a criança a gerir contrariedades. Isto permite que ela desenvolva a capacidade de expressar emoções, capacidade de negociação, a resolução de problemas, tolerância à frustração e auto-regulação.

 

Ou seja, vai ter maior capacidade em adaptar-se com sucesso, perante as exigências do meio que a envolve. Definir até onde a criança pode ir promove um sentimento de previsibilidade e segurança. Tornando assim o mundo mais seguro para explorar.

 

 

Brincar

 

Existe na nossa sociedade uma crença generalizada de que brincar com os filhos é uma perda de tempo, que é improdutivo.

 

Actualmente o ênfase é colocado no sucesso académico, no sucesso económico e na importância do trabalho. Sendo difícil descartar a ideia de que brincar é uma perda de tempo.

 

No entanto o BRINCAR é o meio, por excelência, através do qual a criança aprende a descobrir quem é, o que pode fazer e como se pode relacionar com o mundo que a rodeia! Brincar com a criança contribui para criar uma relação próxima e fortes laços de afecto. Permite que as crianças aprendam a resolver problemas, a experimentar ideias e a explorar a imaginação, também estimula o vocabulário e ajuda-as a interagir socialmente, ensinando-as a esperar pela sua vez e a ser sensíveis aos sentimentos dos outros!

 

Um estudo português, concluído em 2013 pela Universidade de Coimbra, demonstrou que brincar 10 minutos diariamente com os filhos, de forma cooperativa, contribui para a redução dos distúrbios de comportamento! O que acontece é que a maior parte dos pais não brinca com os filhos, muitas das vezes pela razão de não saberem como!

 

 

Autonomia

 

Por último, importa referir o processo de autonomização da criança. Que se encontra intimamente relacionado com os aspectos anteriormente referidos.

 

À medida que esta cresce, aumenta a necessidade de descoberta do mundo que está à sua volta. Este movimento de exploração, quando apoiado pelos adultos, cria confiança na criança e vai ser também responsável pelo seu comportamento nas relações sociais ao longo do seu crescimento!

 

Desde muito cedo, os pais podem atribuir pequenas tarefas à criança. Fomentando desta forma o desenvolvimento psicológico da criança em competências como a responsabilidade, tomada de decisão e auto-confiança!

 

 

Em suma, para não esquecer, a felicidade conta-se pelos dedos, e cabe na Palma da Mão.

 

 

Beatriz Abreu – Psicóloga @ WeCareOn

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