CUIDAR DE QUEM CUIDA DOS NOSSOS FILHOS

Segundo Ana Guilhas, para a Up To Kids, dizemos frequentemente que as crianças mudaram, mas ainda que isso possa ser, em parte, verdade, na realidade fomos nós, adultos, que passámos a ver a infância com outros olhos. Fomos nós que, revendo-nos em criança e perspectivando o nosso futuro, passámos a desejar mais e melhor para os nossos filhos.

Desta transformação nasceu uma sede de conhecimento, uma necessidade de tornar consciente o que se fazia por instinto, a ambição de desvendar os “segredos” dos nossos filhos, e de dominar as estratégias para o “perfeito” desenvolvimento da criança.

No percurso, por vezes, esquecemos a melhor e maior aprendizagem das nossas próprias histórias de vida, que é o que todas as pessoas que cruzaram o nosso caminho nos deixaram. O que é que nos marca mais na infância? Ainda hoje me recordo daquela professora de substituição, que vi poucas vezes, mas cujos cabelos longos de cor cinza nunca vou esquecer, “só” porque me disse, num tom doce, o contrário do que sempre ouvira até ali, “tens uma letra tão bonita”. Essas palavras nunca mais me deixaram, nem a doçura e a sabedoria com que foram ditas. O que mais marca as nossas crianças, não são os conhecimentos e o domínio de todas as suas etapas de desenvolvimento. O melhor que lhes podemos dar, são experiências emocionais gratificantes, saudáveis e equilibradas. E isso só se consegue através de relações de afecto.

No momento de pensarmos em quem está a cuidar das nossas crianças, é certo que se devem valorizar requisitos gerais, como gostar de crianças, ser paciente, ser responsável, ser criativo e ter os conhecimentos necessários para exercer a profissão.

​Mas o que é que faz que cada um de nós esteja disponível para dar respeito, carinho e atenção a outra pessoa? O que nos faz ter a capacidade de ouvir?

Continuar a ler.

Notícias relacionadas

Três decisões que controlam a nossa vida

O Poder Terapêutico da Música na Saúde Mental

Perfeccionismo: Quando a Procura pela Perfeição Começa a Prejudicar a Saúde Mental

Como Definir Limites no Trabalho Sem Sentimento de Culpa

Férias e Saúde Mental: Porque é que Nem Sempre Conseguimos Desligar?

Artigos Recentes do Blog de Bem-Estar

Perfeccionismo: Quando a Procura pela Perfeição Começa a Prejudicar a Saúde Mental

Rever o relatório pela quinta vez. Adiar o envio do email porque “ainda não está perfeito”. Acordar a meio da noite a pensar num erro mínimo cometido semanas atrás. Se alguma destas situações lhe soa familiar, pode estar a lidar com perfeccionismo e não com o tipo benigno que nos motiva a dar o nosso […]

Como Definir Limites no Trabalho Sem Sentimento de Culpa

Quando foi a última vez que disse “não” a um pedido no trabalho e não sentiu culpa a seguir? Para muitas pessoas, a resposta honesta é: raramente, ou nunca. A dificuldade em estabelecer limites saudáveis no ambiente profissional é um dos problemas de saúde mental mais silenciosos e prevalentes da nossa era e os seus […]

Férias e Saúde Mental: Porque é que Nem Sempre Conseguimos Desligar?

O verão chegou, as malas estão feitas, o telemóvel devia estar desligado e, ainda assim, a cabeça não para. Continuamos a pensar nos emails por responder, nas reuniões da semana seguinte, nas tarefas que ficaram por concluir. Para muitas pessoas, as férias deixaram de ser sinónimo de descanso verdadeiro. Mas porquê?  A dificuldade em desligar do trabalho […]