Ansiedade: 7 Sinais de Ansiedade a que Deves Estar Atento

A ansiedade faz parte da experiência humana e, em determinadas situações, pode até ser útil. Sentires-te ansioso antes de uma entrevista de trabalho, de um exame importante ou de uma mudança significativa na tua vida é perfeitamente normal. O problema surge quando essa ansiedade deixa de ser pontual e passa a estar presente de forma constante, intensa e difícil de controlar.

A ansiedade é uma resposta natural do organismo perante situações percecionadas como ameaçadoras ou desafiantes. Em pequenas doses, ajuda-nos a manter o foco e a reagir perante perigos ou desafios.

No entanto, quando os níveis de ansiedade se tornam excessivos, persistentes e desproporcionais à situação vivida, podem começar a interferir negativamente no dia a dia. De acordo com a evidiência científica, a ansiedade pode afetar os pensamentos, emoções, comportamento e até provocar sintomas físicos significativos.

Muitas vezes, quem vive com ansiedade sente que está constantemente “em alerta”, como se algo estivesse prestes a correr mal, mesmo quando não existe uma ameaça real.


Um dos sinais mais frequentes de ansiedade é o pensamento excessivo, incluindo preocupação constante e ruminação mental (preocupação constante pode não ser o mesmo que ruminação).

A mente entra num ciclo constante de preocupação, análise e antecipação de problemas. Pequenas situações podem transformar-se em grandes cenários negativos dentro da cabeça da pessoa. É comum existir dificuldade em “desligar” os pensamentos, especialmente à noite ou em momentos de maior silêncio.

Quem sofre de ansiedade tende a pensar repetidamente sobre conversas, decisões, erros do passado ou possíveis problemas futuros. Muitas vezes, existe uma necessidade constante de controlo e previsão de tudo o que pode acontecer.

A literatura científica demonstra que a preocupação excessiva é um dos sintomas centrais associados às perturbações de ansiedade.

A ansiedade não acontece apenas na mente, o corpo também reage.

Pessoas ansiosas podem sentir-se constantemente agitadas, tensas ou incapazes de relaxar. É como se o organismo estivesse permanentemente preparado para lidar com uma ameaça.

Esta sensação pode manifestar-se através de:

  • Inquietação;
  • Dificuldade em estar parado;
  • Tensão muscular;
  • Irritabilidade;
  • Sensação de nervosismo constante.

Muitas pessoas descrevem a ansiedade como um “motor interno” que nunca desliga completamente.

De acordo com evidência científica, estados persistentes de tensão e hipervigilância são comuns em quadros de ansiedade.

Entre os sintomas físicos mais comuns estão a taquicardia, sensação de aperto no peito, falta de ar, tonturas, dores de cabeça, tensão muscular, problemas gastrointestinais, transpiração excessiva e tremores.

Em algumas situações mais intensas, podem ocorrer ataques de pânico, caracterizados por episódios súbitos de medo intenso acompanhados de sintomas físicos muito fortes.

A evidência científica mostra que, muito frequentemente, a ansiedade provoca sintomas físicos intensos, devido à ativação constante do sistema de alerta do nosso organismo.

Quando a mente está constantemente ocupada com preocupações e pensamentos acelerados, torna-se muito difícil manter o foco. Pessoas com ansiedade podem sentir dificuldade em concentrar-se em tarefas simples, esquecer-se facilmente de informações importantes ou sentir que a mente está constantemente “cheia”.

Muitas vezes existe uma sensação de confusão mental e dificuldade em terminar tarefas ou tomar decisões, assim como a sensação de estar fisicamente presente numa conversa, reunião ou atividade, mas mentalmente absorvido pelos seus próprios pensamentos e preocupações. 

Outro sinal muito comum da ansiedade é o evitamento.

Quando determinadas situações provocam desconforto emocional, medo ou tensão, a tendência natural pode ser evitá-las para reduzir o mal-estar momentâneo. Inicialmente, esta estratégia pode trazer uma sensação temporária de alívio, mas a longo prazo acaba por reforçar ainda mais a ansiedade.

O evitamento, muito comum em perturbações de ansiedade, pode passar por recusar situações sociais, chamadas telefónicas, reuniões, locais movimentados, apresentações ou até experiências novas, o que com o passar do tempo gera sentimentos de frustração e perda de confiança em si próprio.

Viver constantemente em estado de alerta é extremamente desgastante.

A ansiedade prolongada pode levar a um estado de exaustão emocional, onde se sente que já não se consegue lidar com o volume constante de pensamentos, preocupações e tensão acumulada.

É comum surgir fadiga constante, irritabilidade, sensação de saturação mental, desmotivação e dificuldade em recuperar energia. Mesmo após períodos de descanso permanece o cansaço emocional.

De acordo com a evidência científica, a ansiedade crónica pode ter impacto significativo no equilíbrio emocional e no bem-estar psicológico.

O sono é uma das áreas mais afetadas pela ansiedade.

Muitas pessoas com ansiedade têm dificuldade em adormecer porque a mente continua excessivamente ativa durante a noite. Outras acordam várias vezes durante o sono ou despertam já cansadas e tensas.

Os pensamentos constantes, as preocupações e a sensação de alerta dificultam o descanso adequado do organismo.

A ansiedade é tratável e pedir ajuda não é sinal de fraqueza.

Com acompanhamento psicológico adequado, é possível aprender a gerir os sintomas, reduzir o impacto da ansiedade no dia a dia e recuperar uma maior sensação de tranquilidade e controlo emocional.

Quanto mais cedo existir intervenção, maior tende a ser a eficácia do processo terapêutico.

Por isso se sentes que alguns destes sinais fazem parte do teu dia a dia, como preocupação constante, dificuldade em desligar os pensamentos, tensão física ou cansaço emocional, é importante saberes que não tens de enfrentar isso sozinho(a).

Pedir ajuda pode ser o primeiro passo para recuperares o teu equilíbrio emocional e viveres com mais tranquilidade.

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