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Quantos de nós somos um “Capuchinho Vermelho”?


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Temos muitas vezes a necessidade de ajudar os outros, colocando o nosso bem estar em segundo plano. Será esta atitude a mais acertada? Pensar nos outros, entregarmo-nos a cem por cento? No momento em que descuramos de nós próprios, então a resposta é definitivamente, não. Por isto vamos falar sobre o complexo do capuchinho vermelho.

 

Este comportamento advém muitas vezes da tentativa excessiva que temos em agradar os demais, sendo o espelho de uma auto-estima ferida. Colocarmo-nos em primeiro lugar não é, nem tem de ser rotulado de egoísmo, até porque só conseguimos verdadeiramente ajudar e dar nós se estivermos bem certo? Então chamemos-lhe amor próprio.

 

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Já ouviu falar no complexo do capuchinho vermelho?

Pois bem, o complexo do capuchinho vermelho traduz-se precisamente nesta necessidade excessiva (patológica por vezes) de agradar os outros. Porquê esta expressão? Recorde-se da história. Uma menina que entra na floresta sozinha, exposta a vários perigos com um único objectivo, ajudar a sua avó.

 

Claro que, para ajudar os outros nos dias de hoje não precisamos de entrar em florestas ou andar por becos sombrios. O perigo que vos falo aqui, não é ele declarado e tão explicito, mas continua a existir. Falo do perigo de anularmos o nosso EU. Quando damos, fazemos ou gostamos mais dos outros, esquecemo-nos de nós, do que nos faz falta e das nossas vontades.

 

Quando ocorre o complexo do capuchinho vermelho?

Vivemos a nossa vida, assumindo a capa de chapeuzinho vermelho na vida dos outros, priorizando os seus problemas e necessidades, não só os queremos verdadeiramente ajudar, como inconscientemente procuramos amor, bem como satisfazer a nossa necessidade de aprovação. O certo é que, sempre que isso não acontece atropelamos a nossa auto estima, sentimo-nos desvalorizados, tristes e frustrados.

 

Quantas vezes pensa “faço tudo para os outros e quando preciso não tenho ninguém” ou “tantas pessoas e sinto-me sozinho”? Acontece muitas vezes? Se sim, é porque dá demasiado aos outros, e nada a si. Ao fazê-lo tem a esperança que eles retribuam de volta (carinho, afecto, reconhecimento), preenchendo o vazio que sentimos (inconsciente ou não).

 

Podemos e devemos dar, mas na medida certa. Qual a medida certa perguntar-se-á. Aquela em que damos sem esperar nada em troca, sem medo de não ser aceite. Dar sem receio, sem a expectativa de se um dia aquela dará na mesma medida.

 

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É importante conhecer-se, olhar para si verdadeiramente e reflectir sobre aquilo que lhe faz verdadeiramente falta. Qual a sua vontade? O que precisa? O que pode fazer por si própria?

 

Estas são perguntas que se deve fazer. Porque apenas nós somos responsáveis pela nossa felicidade e pela nossa vida, e sendo esse um aspecto tão importante não devemos delegar esta responsabilidade nas mãos de ninguém.

 

Olhar para dentro é uma tarefa difícil, exige trabalho, motivação, paciência, tempo e capacidade de resiliência, mas se nos queremos ajudar então, é imperativo que o façamos. Lembre-se que não podemos amar ninguém quando não nos amamos e valorizamos, quando não estamos bem connosco próprios.

 

O que tem adiado fazer?

Faça uma lista de objectivos pessoais e/ou profissionais e defina um plano de acção.

Re-organize-se

Tem agora a oportunidade de dar um novo rumo à sua vida, alterando alguns comportamentos;

Re-estabeleça e/ou aposte em grupos sociais

Há quanto tempo não tem um plano com amigos? Deixou de fazer parte de um grupo social? Não se preocupe, muitas vezes a inscrição em workshop’s e ou algumas modalidades permite que conheça novas pessoas.

Apoie-se na família

Por vezes com o ritmo a que a nossa vida anda é fácil afastarmos-nos daqueles que nos são próximos, deixamos de ter tempo e por vezes, vontade. Esta é a altura de recuperar essas relações.

Encontre novas formas de se sentir bem.

Por vezes lidar com o vazio em casa é o que mais custa quando se está habituado a ter barulho em casa. Porque não pensar em adoptar um animal de estimação? Pense nesta possibilidade com amor e tendo sempre em conta o seu ritmo de vida, os seus gostos e/ou preferências. Caso reúna as condições necessárias e tenha amor para dar e vender, esta pode ser uma alternativa.

 

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Precisamos de assumir um compromisso sério connosco e só assim seremos realmente felizes. Sabe porquê? Porque escolhemos ser felizes, e essa decisão não depende de mais ninguém.

Vamos ser felizes? 🙂

 

Raquel Ferreira – Psicóloga Clínica WeCareOn

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